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Parábola da Figueira Seca

Que a luz e que o imenso amor do nosso Mestre Jesus, nos envolva uma vez mais.

Hoje somos convidados a falar sobre uma passagem do Evangelho, que se chama “Parábola da Figueira Seca”.
Provavelmente muitos de nós já tivemos oportunidade de conhecer esse ensinamento de Jesus.Sabemos que o Mestre conhecia profundamente a humanidade que veio educar, portanto sabia que alguns
ensinamentos nós não estávamos maduros para compreender. Foi assim que ele usou uma ferramenta muito conhecida em sua época e bastante utilizada pelos Rabis: as Parábolas.

As parábolas são pequenas histórias, com um fundo moral, que tem o objetivo de gravar um ensinamento no coração de quem ouve, mais ou menos como as fábulas que contamos às nossas crianças. Como éramos crianças espirituais, e ainda somos, Jesus também nos contou histórias para nos ensinar. Muitas dessas parábolas, somente hoje passam a fazer sentido para nós.

Assim vamos conhecer a história, ou parábola, da figueira seca. Vejamos o Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIX, item 8:

8. Quando saiam de Betânia, ele teve fome; e, vendo ao longe uma figueira, para ela encaminhou-se, a ver se acharia alguma coisa; tendo-se, porém, aproximado, só achou folhas, visto não ser tempo de figos. Então, disse Jesus à figueira: Que ninguém coma de ti fruto algum, o que seus discípulos ouviram. – No dia seguinte, ao passarem pela figueira, viram que secara até á raiz. – Pedro, lembrando-se do que dissera Jesus, disse: Mestre, olha como secou a figueira que tu amaldiçoaste. – Jesus, tomando a palavra, lhes disse: Tende fé em Deus. – Digo-vos, em verdade, que aquele que disser a esta montanha: Tira-te daí e lança-te ao mar, mas sem hesitar no seu coração, crente, ao contrário, firmemente, de que tudo o que houver dito acontecerá, verá que, com efeito, acontece. (S. MARCOS, cap. Xl, vv. 12 a 14 e 20 a 23.)

Vamos ver o que esta pequena parábola pode nos ensinar?

No E.S.E aprendemos que a figueira seca é o símbolo das pessoas que tem apenas as aparências do bem, mas na verdade não produzem nada de bom. São pessoas que querem passar uma imagem que não corresponde ao que realmente são.

Dentro das religiões podemos dar como exemplo aqueles oradores, palestrantes que falam muito bem, tem muito brilho e fazem muito sucesso entre os seguidores, mas se olharmos de perto vemos que tudo que falam não passam de palavras vazias. Poucos praticam aquilo que falam.

As pessoas saem de suas palestras maravilhadas pelo rico vocabulário, pelo desembaraço com que pregam, mas se na saída perguntamos “_Como foi a palestra?”, vão dizer “_Foi maravilhosa!”; _Mas sobre o orador falou? “_ Não me lembro, mas ele fala muito bem!”

Aqui na Terra temos um ditado que simboliza isso “Por fora, bela viola, por dentro pão bolorento”.

A figueira seca também representa as pessoas que tem a chance serem úteis e não o são. No E.S.E diz que “todos os homens voluntariamente inúteis, por falta de terem colocado em prática os recursos que tinham, serão tratados como a figueira seca.” Podemos nos perguntar quais são os recursos que temos para sermos úteis à obra de Deus. Alguns dizem “não tenho dinheiro, como posso ser caridoso”, outros “não tenho tempo, como posso ajudar meu irmão”.

Não podemos esquecer que testemunho se dá em todos os lugares, a qualquer momento. O cristão é chamado a servir a todo momento.
Quem disse que fazer caridade é dar esmola? Quem disse que para ajudar é preciso renunciar às nossas atividades e responsabilidade do dia-a-dia?

Nós temos a chance de produzir frutos, em todos os lugares aonde vamos, através do nosso exemplo. Ao nos comportarmos com educação em uma fila de banco, ao respeitarmos os idosos no transporte público, ao invés de fingir que estamos dormindo, nos levantarmos e darmos o lugar à pessoa que conquistou esse direito, pois apesar de estarmos cansados de um dia de trabalho aquele senhor ou aquela senhora, já deram à sociedade o triplo de horas de trabalho que nós ofertamos. Eles cumpriram com suas obrigações.

Além dos locais de trabalho, de estudo, de convívio social, devemos dar frutos em primeiro lugar, dentro de nossos lares. De que adianta, da porta pra fora sermos um cristão exemplar, se dentro do lar somos carrascos daqueles a quem amamos?
Pelo contrário, vamos começar criando dentro de nossas casas, um verdadeiro LAR. Porque há uma grande diferença entre ter uma casa e ter um lar. A casa é a construção material, são os tijolos, o telhado, os móveis etc…mas o lar? O Lar é o que reina entre as pessoas que vivem debaixo do mesmo teto.

Se minha árvore familiar somente produz intrigas, discussões, intolerância, agressão física (ou verbal, ou psicológica), ela é tão seca quanto a figueira da história.
Agora se eu dou minha cota de participação para a harmonia do lar (mesmo que os outros não valorizem isso) eu estou permitindo que os primeiro frutos brotem em mim.
Jesus no final desta parábola também fala da fé.

Sabemos que a fé nos traz esperança em dias melhores, mas os espíritos nos alertam para que nossa fé não seja cega, pelo contrário que seja raciocinada. Eles dizem “Ame a Deus, mas saiba porque você O ama; creia em Deus mas saiba porque você deve crer Nele, sigam nossos conselhos mas entendam a importância e o valor de segui-los. O milagre é obra da fé.”

Este é o convite desta passgem. Utilizarmos todas as oportunidades de sermos úteis, em primeiro lugar na nossa família, depois no trabalho, na escola, no centro, na sociedade e termos a fé raciocinada, nunca a fé cega.
É assim que o mundo vai melhorar: quando cada um de nós nos tornarmos melhores.

Paz a todos.

 
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Publicado por em Janeiro 11, 2012 in Uncategorized

 

Mais sugestões de Leitura para curtir as férias…

As férias estão chegando. Nada melhor do que aproveitar esses momentos para relaxar o corpo e a mente. A seguir, indico alguns livros do Prof. Huberto Rohden, filósofo, educador e teólogo catarinense. Com temas variados, seus textos envolvem todos aqueles comprometidos com uma postura mais ética e mais humana.


O Cristo Cósmico * é um livro póstumo, publicado poucos anos após a morte do autor. O material foi organizado, anotado e prefaciado por seu editor.
Parte de seu texto foi encontrado entre os papéis do filósofo, ainda sem a organização textual definitiva. (…)

Complementarmente foi anexado à obra outros escritos de Rohden, já publicados em livros anteriores.
Estes textos, de alta qualidade informacional, completam e confirmam o material inédito.

Aqui, o Cristo Cósmico e o Cristo histórico, numa poderosa sinergia, se inteiram, para nos dar uma visão mais completa do maior fenômeno religioso de todos os tempos.

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Huberto Rohden “centrou a maior parte do seu trabalho na verdadeira educação do homem. Em entrevista a uma grande revista nacional, Rohden respondeu: ‘Não existe crise de educação no Brasil nem em qualquer parte do mundo. O que existe é uma deplorável ausência da verdadeira educação’.

Neste livro o problema paradoxal da verdadeira educação é discutido de maneira global. O autor acentua a necessária diferença entre instruir e educar.

Para Rohden, a finalidade da educação é criar o Homem Integral ou Univérsico.”

* Textos retirados dos livros.
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Publicado por em Dezembro 20, 2011 in Uncategorized

 

 
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Publicado por em Outubro 14, 2011 in Uncategorized

 

Sugestões de Leitura


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Trabalho de pesquisa intensa. Através de documentos, depoimentos e imagens inéditas, o autor resgata a história de um dos baluartes do movimento espírita nacional, que mudou radicalmente a maneira de ensinar e vivenciar o Espiritismo no Brasil.

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Sinopse

Este é um livro destinado a todos os que desejam entender o processo de comunicação com nossos irmãos do Plano Espiritual. Se o leitor participa de sessões mediúnicas, seja qual for a sua função no trabalho de assistência fraternal aos Espíritos desencarnados, nelas atendidos, a leitura desde livro será de grande utilidade. Depois de analisar encarnados e desencarnados no que tange à suas emoções, envolvidas nesses contatos, o autor sugere técnicas e recursos, baseado em atendimento dos quais participou, descrevendo o desenvolvimento do diálogo entre comunicante e esclarecedor e aborda aspectos relacionados com a linguagem, a prece, o passe e desdobramentos. Hermínio, oferece, também, orientações sobre a formação do grupo, preparo e educação de seus componentes encarnados e tece comentários sobre os desencarnados. Assim, sendo o autor um espírita de vasta experiência no intercâmbio com o plano espiritual, sua contribuição é de valor inestimável para os que já se dedicam, ou pretendem se dedicar, aos irmãos sofredores invisíveis, como médiuns de incorporação, ou esclarecedores.

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O escritor Flávio Josefo foi um historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C. A sua mãe descendia da casa real hasmoneana e o seu pai foi sacerdote.
De cultura judaica, falava fluentemente o latim e o grego. Com intenso zelo religioso, era filiado ao grupo dos fariseus.
Por toda sua vida, seu povo esteve sob o domínio de Roma. Em 66 d.C. irrompeu a revolta dos judeus contra os romanos. Josefo foi enviado para dirigir as operações contra o inimigo na turbulenta Galiléia. Conquistou algumas vitórias, mas, derrotado, rendeu-se ao exército de Tito.
Com o fim da guerra, foié conduzido à capital do Império, onde lhe é conferida a cidadania romana, época em que lhe foi dado o nome de Flavio.
Em Roma, obteve uma pensão do Estado e viveu até o fim de sua vida, escrevendo a obra: História dos Hebreus, que atravessaria os séculos e chegaria até nós.
Depois da Bíblia, o livro História dos Hebreus é a maior fonte de informações sobre os impérios da antiguidade, o povo judeu e o povo romano.

Esta obra tem a seguinte apresentação dos escritos de Josefo:

1ª parte – Antiguidades Judaicas
2ª parte – Guerra dos Judeus Contra os Romanos
3ª parte – Resposta de Flávio Josefo a Ápio

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Esse livro é um clássico de espiritualidade do grande educador checo Jan Amos Comenius, numa tradução igualmente clássica do lingüista e espiritualista checo Francisco Valdomiro Lorenz (publicada uma vez em 1917).

O livro é uma metáfora sensível e de grande beleza estética, sobre um peregrino que sai para conhecer o mundo e vai se deparando com a vaidade humana, as máscaras sociais, as instituições apodrecidas e corruptas da terra e vai cada vez mais se desiludindo com o mundo. Até que ouve uma voz que o chama para dentro de si e aí tem um encontro espiritual que o faz voltar ao mundo com uma nova perspectiva: o de transformá-lo!
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Eurípedes Barsanulfo inaugura a Pedagogia Espírita no Brasil e no mundo, realizando uma experiência de vanguarda durante a vigência da Primeira República no Brasil: o Colégio Allan Kardec. Alessandro Cesar Bigheto foi beber em fontes históricas inéditas, colhendo o testemunho de ex-alunos e descendentes, além de farta documentação, para nos mostrar um Eurípedes muito adiante de seu tempo, um militante vigoroso de uma nova educação.
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“A Pedagogia Espirita tem algo da vastidão de mares que se abrem ao infinito.Tem sabor de cores brasileiras, pois por aqui ela nasceu, embalada por ventos antigos.Tem a feminilidade da lua e a bravura libertária dos que descobrem novos mundos. É o espirito em vôo de busca e ascensão.”

Esta foi a tese de doutorado de Dora Incontri na USP, que discute as bases filosóficas e históricas da Pedagogia Espírita, desde a maiêutica de Sócrates, passando por Comenius, Rousseau e Pestalozzi, chegando à formulação prática e teórica da Pedagogia Espírita no Brasil, com Eurípedes Barsanulfo, Anália Franco, Herculano Pires e outros. Na conclusão, há o Manifesto da Pedagogia Espírita, com todos os seus princípios e aplicações.

 
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Publicado por em Maio 11, 2011 in Uncategorized

 
 
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